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Quem faz o parto é a mulher

Toda vez que a gente escuta algum/a profissional de obstetrícia dizendo que fez um parto, a gente pensa no quão problemático é assumir um protagonismo que não é dele/a. Quem faz o parto é a mulher (e o bebê que está ali dentro fazendo seu trabalho), e tirar dela o papel de protagonista do próprio parir é desrespeitoso e violento. Pode ser até "somente uma forma de dizer", mas boa parte dos/as profissionais que se colocam nessa posição costumam impor um arsenal de intervenções, por vezes, desnecessárias, calando a autonomia feminina, desrespeitando seus corpos e decisões, cerceando sua liberdade.


Quando a mulher se empodera, se assume (e se sente) como a protagonista de seu parto, e está bem assistida pela equipe, ela confia. Ela sabe que suas decisões serão respeitadas, que pode parir de cócoras, de quatro, de pé, na banheira, na banqueta, no chuveiro, gritando, gargalhando, gemendo, cantando, dançando, urrando, rebolando, tomando um chá ou uma analgesia, num parto natural ou numa cesárea. Bem-informada, bem-acompanhada e empoderada, ela escolhe, é dona de si, sabe do que precisa para trazer nova vida ao mundo, parir seu bebê e a si mesma.

Então vamos parar de falar que médicx/enfermeira/parteira faz parto e bora deixar a mulher parir em paz, ok? Sigamos os pilares da humanização: 1. respeito ao protagonismo feminino; 2. embasamento em evidências científicas atualizadas; 3. equipe multidisciplinar.




Fotografia: Reborn From Within

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